The same Brazil…for the time being

O Brasil é um país difícil para se viver. Há uma exorbitante carga tributária que incide sobre as empresas em suas transações comerciais e sobre a folha de pagamento de seus funcionários. O sistema de saúde público hoje é ainda ineficiente e carente de remédios, equipamentos, profissionais de saúde e de uma infraestrutura capaz de atender o cidadão com dignidade. Os presídios brasileiros são verdadeiras escolas de criminalidade, onde reina o crime organizado. Não confiamos na atuação de nossa polícia, e esta por si só, tem dificuldades de cumprir seu dever. E nossos governantes e políticos, que têm ajuda do dinheiro público para custear seus ternos, administram mal o dinheiro do contribuinte e pouco fazem para promover o bem estar coletivo. Com isso, a pergunta que nos resta é: O que fazer do nosso país?

Os fatos descritos acima são partícipes do cotidiano de cada um de nós, que vivemos no Brasil e, de fato, uma realidade bizarra para aqueles que migram de países onde o mundo é adverso ao nosso. Depois do meu retorno ao país, venho encontrando indivíduos exasperados com a realidade brasileira e atraídos à ideia de mudança (progresso). Todavia, estes acabam se desanimando porque deparam-se com um cenário frustrante, onde amigos, familiares e desconhecidos são pessimistas referente à uma vida mais rica e gratificante que poderiam levar se tivessem como fazer o país do carnaval prosperar. Para muitos brasileiros, o progresso é uma realidade utópica porque argumentam que não há como mudar o país sozinho e questionam, repreendem e censuram aqueles que se tornam pretenciosos a fazê-lo.

O Brasil evidentemente necessita de uma extensa reforma, apoiada por medidas estruturantes que solucionem os problemas do país, mesmo que estas medidas levem anos para darem resultados. A reforma do país não só exigirá a dedicação e o compromisso dos governos federal, estadual e municipal, mas também o apoio e a participação ativa do povo brasileiro ao longo dos anos. No entanto, vale a ressalva de que iniciativas que buscam o desenvolvimento no país do carnaval—onde a conjuntura do sistema de governo é idiota, fóssil e burocrática—nem sempre parecem ser bem vistos pelos governantes e, com isso, acabam morrendo precocemente. Diante disso, o brasileiro se desanima; se torna vingativo e quer retrucar tirando vantagem sobre os outros; se torna passivo-agressivo à desonestidade alheia de seu governantes e termina como a vítima na história do país tupiniquim.

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