Interdependence

Dependência, independência ou interdependência? Qual o estilo de vida você tem escolhido viver? Lembro-me que uma vez, já muito tarde da noite, meu pai sentou-se comigo na cadeira da cozinha para falar sobre a palavra hito. É uma palavra japonesa que em português significa pessoa e seu kanji é representado por uma linha grossa sendo apoiada por uma outra mais fina. Hito representa a interdependência de um indivíduo para com o outro; ou seja, pessoas necessitam do apoio de outras para viverem, para se tornarem mais fortes e mais completas. E consequentemente torna-se a responsabilidade daquelas que foram apoiadas ajudarem outras em necessidades. E assim, se desenvolve um ciclo que é passada de pessoa para pessoa  e de geração para geração.

Recentemente coloquei  no meu mp3 uma entrevista com o Dr. Stephen Covey para escutá-la novamente . Dessa última vez notei um comentário que o Dr. Covey fez que não havia percebido antes. Ele disse, “Nossas vidas não são para o prazer e a diversão. Nossas vidas são para contribuir e servir.” Acredito que ele não quis dizer que a vida é apenas o trabalho.  Acredito que o que ele quis dizer foi que o propósito da vida não é buscar somente o bem-estar próprio  em função do ego (self-serving agent), e sim voltar-se para o serviço ao próximo (servant agent) e contribuir para o progesso da sociedade como um todo.

Interdependence is the state of human development of greatest maturity and power.    Stephen R. Covey

Advertisements

Elections

Hoje foi um dia interessante. Fui ás urnas para votar e também para “trabalhar”. É estranho ouvir as pessoas dizerem que foram convocadas para “trabalhar” nas eleições e não para auxiliarem no progresso do país. Quando fiquei sabendo das eleições desse ano, me veio aquele sentimento de eleições dos Estados Unidos, onde as pessoas se engajam para entenderem melhor as propostas de seus futuros governantes e discutí-las. E quando recebi a carta do TRE para auxiliar nas urnas, me senti todo orgulhoso de poder exercer o meu papel de cidadão pela primeira vez. Por outro lado,  como foi triste  ter visto que as pessoas têm uma postura muito negativa quando são chamadas para auxiliar nas eleições. Além de se sentirem lesadas por terem que “trabalhar” no domingo, elas chegam atrasadas no estabelecimento eleitoral, não trazem o documento descrevendo sua funções na mesa, carregam uma atitude negativa, narcisista e egoista, MESMO SABENDO que elas receberão por lei quatro dias pagos de descanso–dois dias referentes ao dia da eleição e mais dois dias referentes ao treinamento antes da eleição. Ao contrário daqueles que tiveram que drag themselves through the day, I HAD A BLAST! Por quê??? Porque ATITUDE faz toda a diferença! Interagi com várias pessoas da minha região que nem conhecia e as ajudei no momento da votação. Foi gratificante poder atendê-las com dignidade e educação, principalmente aquelas que se constrangeram no momento que mal conseguiam escrever corretamente o próprio nome. Foi gratificante praticar um pouco de compaixão no dia de hoje porque iluminou o dia. Não digo isso para gabar-se. Digo isso para as pessoas entenderem e perceberem que se elas querem ver progresso no país, de repente elas precisarão avaliar primeiro o modo como elas se veem como cidadãos brasileiros. ATITUDE faz toda a diferença na vida!

Is It Worth Living in Brazil?

Vivo hoje no Brasil há três anos e quatro meses depois de passar quatorze anos no exterior. Depois de vários anos longe da cidade onde nasci e onde passei momentos especiais da minha adolescência, me deparei com uma São Paulo diferente. Ao longo do trajeto do aeroporto para a casa do meu irmão, o panorama da cidade foi a de uma cidade velha, suja, surrada e abandonada. Me entristeci com o que vi e me decepcionei com o lugar que chamava de lar. Com o coração apertado, me perguntei: “O que fizeram com a minha cidade? Por que é que ninguém cuidou dela???” Eu estava tão acostumado a morar ao redor de vizinhos que cuidavam de seus lares, de suas calçadas, ruas e de sua cidade em geral que estranhei o comportamento dos brasileiros. Inicialmente morei em SBC por um ano. Vi o vizinho que empurrava a sujeira de sua calçada para a calçada de outro vizinho. Vi o vizinho que deixava seu cão defecar em qualquer lugar na rua porque ele não era capaz de supervisionar o seu próprio animal. Vi adultos e crianças jogando papel na rua, dentro do ônibus e pela janela do mesmo– isso sabendo-se que os ônibus urbanos possuiam recipientes de lixo. Vi a pichação, a poluição, o excesso de veículos e a falta de organização reinando a abandonada cidade de São Paulo.

Nos meus dois primeiros anos no Brasil, o maior desafio foi lidar com o contraste da realidade que experienciei no exterior com a realidade brasileira. É fácil generalizar e criar estereótipos quando os próprios brasileiros são descrentes de um futuro próspero para si mesmos e para sua própria nação. Muitas das vezes que tive a oportunidade de expor as minhas idéias, elas foram consideradas inaplicáveis porque “aqui é o Brasil!” Depois de um tempo também comecei a acreditar que esse país não tinha jeito mesmo e comecei a criticá-lo. Os coitados foram alguns de meus amigos que tiveram que me aturar por um bom tempo.

Ao mesmo tempo que criticava o país, me sentia mal porque aquela pessoa não era eu. Senti que a minha atitude estava sendo irresponsável e que eu estava indo contra os meus valores, princípios e crenças. Me senti várias vezes confuso e perdido nesse período e por esse motivo inicie uma busca para entender o que estava acontecendo. A irônia aqui é que me formei em psicologia nos Estados Unidos e o meu foco de estudo foi sobre o desenvolvimento e potencial humano. Busquei insights e respostas no acervo que acumulei durante o meu curso, em livros espíritas, na filosofia budista (na qual meus ancestrais faziam parte) e nas escrituras utilizadas pelos Santos dos Últimos Dias. Independente do que cada uma delas ensina, procurei entender melhor o que cada uma delas me dizia sobre o meu propósito, o propósito das pessoas nesse plano e o potencial que cada pessoa poderia exercer como essência divina. Ponderei sobre o que li, sobre as minhas atitudes, sobre minhas experiências com pessoas de classe humilde e me policiei no meu modo de pensar e experenciar a vida no Brasil.

Uma das coisas que descobri foi que a minha briga não era com o Brasil ou com os brasileiros: era comigo mesmo. Um dos desafios do ser humano é aceitar a responsabilidade de sua própria vida, independente das condições externas em que ele vive. Um indivíduo tem o potencial de ser o catalisador de seu próprio progresso e a do próximo ou simplesmente ser mais um problema para todos. Me envergonhei de minha atitude em relação ao Brasil e comecei a me responsabilizar pelo o meu próprio destino.

O brasileiro é frequentemente bombardiado por notícias sobre a violência em suas cidades, sobre a corrupção, a fraude e a impunidade no seu governo, além de ainda pagar pela carência em vários setores públicos. É uma realidade que muitos de nós não temos o controle. Por outro lado, o engano de muitos têm sido a de focar em áreas que eles não tem controle e a subestimar o que se pode ser realizado ao longo prazo.

A pessoa com o hábito de focar naquilo que ela não tem controle, tende a se tornar depressiva e se sentir incapaz de ter o controle de sua própria vida. Por outro lado, aquela que foca no que está ao seu alcance tende a se sentir mais segura de si mesma e capacitada a trilhar o próprio destino. Entendo que muitos estão descontente com o país onde vive, mas como um amigo meu recentemente comentou: “Como é que se pode esperar um resultado diferente se continuam a fazer as mesmas coisas?” Ou em outras palavras: pensar e agir da mesma forma!

Não há dúvidas de que o Brasil tem muitos problemas. Mesmo assim, acredito que o brasileiro pode ser melhor e maior do que o problema de seu país. Ele poderá trazer o melhor, the best de si mesmo quando se lembrar de exercer suas qualidades naturais.

O brasileiro possui um coração muito bom. A essência dele é acolhedora, amiga e alegre. Em São Paulo visitei famílias que não possuiam muito para se manterem, mas que sempre faziam questão de colocar um prato na mesa para que eu pudesse almoçar com elas. Além da comida ser boa, a recepção era sempre calorosa.

O brasileiro é um povo de fé. A fé é um diferencial na vida de muitas e no meu trabalho com o inglês venho conhecendo líderes de diferentes crenças trabalhando arduarmente para o progresso de sua comunidade.

O brasileiro é trabalhador. Mostre-o como deve ser feito. O guie para que ele tenha sucesso no trabalho que faz. Trate-o com o devido respeito. Ouça-o com o coração no lugar certo; instrua-o e sinceramente valorize o trabalho que ele faz. Na maior parte das vezes você terá tornado um empregado em um colega de trabalho que pensará no seu sucesso também.

Enfim, vale a pena viver no Brasil? SIM, se você estiver preparado para assumir a responsabilidade de sua vida e se tornar também um catalizador de progresso. O país está carente de líderes que acreditem em uma liderança que proporcione um bem maior a todos.

Know Thyself

[Disclaimer: I do not have any kind of business relationship with Mannatech or the company who created this video. I do not own anything from this video. No copyright infringement intended. All rights reserved to the rightful owners.]

Searching for Your Inner Strength

Acompanhe o diálogo abaixo:

– Você poderia me dizer, por favor, que caminho devo ir a partir daqui? – perguntou Alice.

– Isso depende muito de onde você quer chegar – disse o Gato.

– Eu não me importo muito para onde – disse Alice.

– Então não importa que caminho você seguir – disse o Gato.

– Contanto que eu chegue a algum lugar – acrescentou Alice.

– Ah, você estará certa disso você caminhar bastante – disse o Gato.

(Alice no País das Maravilhas)

Depois de ler o diálogo acima, penso comigo se você já se perguntou para onde está realmente indo?  Não é interessante notar que as pessoas normalmente sabem o seu destino, mas acabam às vezes se perdendo pelo caminho!? E já lhe passou pela mente que pode estar sabotando as suas próprias oportunidades de progresso e crescimento!! Como assim?? Com sinceridade e sem excessivo julgamento, olhe para si mesmo e veja quem você é, o que faz, e com quem ou coisas se associa e compare-as com os seus sonhos e desejos mais verdadeiros.

Está muito longe do que almeja? Ou já está bem próximo da auto-realização? Se a resposta é sim para a posterior e não para a anterior, você é uma pessoa de grandes bençãos. Mas se a sua resposta foi o inverso da frase anterior, não se assuste! Há muitos de nós no mesmo barco!

A distância entre onde você está hoje e onde gostaria de estar, de repente não é tão longa quanto imagine. É natural de nós seres humanos tender a alucinar–enxergar as coisas pior do que elas verdadeiramente são ou estão. Com isso, segue uma dica muito bacana a seguir: Busque enxergar as coisas como elas realmente são ou estão e não pior! Caso contrário, acabará entrando na profecia auto-realizadora. Em inglês dizemos, “What the thinker thinks, the prover proves! If you think you’re stupid, your mind will find a way to prove it!”

Há um sentimento, ou melhor, um mito de que se é difícil ter o controle da própria vida. Surge-se daí o sentindo de vitimar-se! Pesquisas revelam que o ato de se vitimar é um mecanismo de sobrevivência. Determinadas experiências de vida podem gerar grandes cargas emocionais de desilusão ao ponto de causar extremo sofrimento a um indivíduo. Assim, o ato de se vitimar se encaixa na vida da pessoa como um remédio para aliviá-lo da dor. Porém, quando sem acompanhamento, o mito cria raízes no subconsciente do indivíduo; e ele, por vez, faz-se acreditar que escolhas são limitadas e seus fracassos são devido à vida perversa e injusta. Daí vem o viés daqueles que dizem que “A vida é assim! Nunca vai mudar!”.

Mas então, o que fazer para lidar com o problema do mito?? A solução se encontra no autoconhecimento!  Considerada ainda irrelevante para muitos nos dias de hoje, autoconhecer-se é uma técnica robusta e acessível que, não somente busca o bem-estar psico de uma pessoa, mas também o capacita a desencadear todo o seu potencial por meio do reencontro com o seu eu-interior.

continue…

O autoconhecimento auxilia a pessoa a conectar-se novamente com o seu eu interior, a sua verdadeira essência e assim alinhar toda a sua energia em direção ao objetivo desejado.que ela realmente se torna uma bobagem quando não sabemos como utilizá-la para o nosso próprio bem-estar. O que adiantaria um conhecimento sem qualquer aplicação, não é verdade? O autoconhecer é

Creating your Own Path

“…it’s up to you to carve out your place in the work world and know when to change course. And it’s up to you to keep yourself engaged and productive…[thus] you’ll need to cultivate a deep understanding of yourself. What are your most valuable strengths and most dangerous weaknesses? Equally important, how do you learn and work with others? What are your most deeply held values? And in what type of work environment can you make the GREATEST CONTRIBUTION?”

— Peter F. Drucker

Anxiety

“…sometimes the conditioned hunt for answers represents a desperate attachment to ‘knowing,’ and a simultaneous avoidance of any anxiety associated with not knowing, or even appearing not to know.” –Marilee C. Goldberg